Serviço, indústria e comércio estão entre os setores que mais tiveram perdas durante a pandemia no Paraná

Serviço, indústria e comércio estão entre os setores que mais tiveram perdas durante a pandemia no Paraná

Pouco mais de 104 mil paranaenses perderam o emprego em fevereiro deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (30).

Os setores que mais foram impactados negativamente foram o de Serviços, Comércio e Indústria, com 44 mil, 27 mil e 22 mil trabalhadores desligados, respectivamente. Entre janeiro e fevereiro, mais de 200 mil pessoas ficaram desempregadas no Paraná. No acumulado de março do ano passado até fevereiro de 2021, 1 milhão e 19 mil pessoas perderam a vaga de trabalho. A consequência da pandemia é sentida por vários setores, entre eles, está o comércio.

Segundo o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), as pessoas sem carteira assinada estão passando fome.

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Em uma carta encaminhada ao Governo do Estado e à Prefeitura de Curitiba na semana passada, a APC pediu a criação de um auxílio emergencial para ajudar os empresários que estão com dificuldades financeiras. Além disso, os empresários pedem a suspensão da cobrança dos impostos por 90 dias para aqueles diretamente afetados pelas medidas de restrição. Mais de quatro mil bares e restaurantes de Curitiba e Região Metropolitana encerraram definitivamente as atividades desde o início da pandemia. Os dados são da Abrabar, que é a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

De acordo com o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, a recuperação do setor vai demorar, pelo menos, dois anos.

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Outro setor que sofre é o de eventos. O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos do Paraná (ABEOC-PR), Fabio Skraba, fala que a entidade solicitou aos governos estadual e municipais o retorno gradativo dos serviços, como eventos coorporativos, assim que as medidas restritivas afrouxarem.

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O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Coronel Sérgio Malucelli, relembra que aproximadamente 40% dos transportadores tiveram que demitir nos primeiros meses da pandemia.

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Também como consequência da pandemia, a Volkswagen do Brasil anunciou a suspensão da produção de todas as unidades do País, nos estados do Paraná e São Paulo. As atividades estão suspensas por 12 dias desde o dia 24 de março. Nas fábricas, só serão mantidas atividades essenciais. Os empregados da área administrativa atuarão em trabalho remoto.

A medida foi adotada pela empresa para preservar a saúde dos empregados e familiares diante do agravamento do número de casos da pandemia e o aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI nos estados brasileiros. A montadora Renault anunciou também a suspensão da produção por 4 dias, nas fábricas do Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais. A paralisação nas atividades acontece desta segunda (29) até quinta-feira (1º).

Considerando o feriado da sexta-feira santa (02) e o fim-de-semana de Páscoa, em que não há expediente de trabalho, a paralisação total das atividades será por 7 dias. Segundo a empresa, a medida tem como objetivo contribuir para o isolamento social, diante do agravamento da pandemia da Covid-19 no estado.