Equidade, sempre!
“Um em cada quatro brasileiros trabalha direta ou indiretamente no mercado de eventos”, argumenta Fábio Skraba (Foto Divulgação)

Equidade, sempre!

Já faz quase um ano que todo o setor de eventos está parado. Já são quase 10 mil mortes em todo o estado do Paraná. Familiares que perderam seus entes queridos. Empresas que se reinventaram ou encerraram atividades. Desemprego. Caos em toda a cadeia de eventos.

As vacinas chegaram e os planos de vacinação já foram criados nos 399 municípios do Paraná. Agora é aguardar a imunização e torcer para que o processo ande da melhor maneira possível e atinja o maior número de paranaenses no menor tempo possível.

Mas uma pergunta que ainda persiste em todo o setor de eventos é: quanto tempo mais ficaremos proibidos de realizar eventos?

O setor que mais sofreu por causa da pandemia certamente foi o de eventos.

Desde 2020 entidades do trade paranaense se uniram e, em parceria com o Sebrae Paraná, escreveram o Manual de Conduta Segura para Eventos e este, por sinal, foi aprovado pela Secretaria de Saúde do Estado do Paraná. Todos os procedimentos para segurança dos visitantes, patrocinadores, expositores, palestrantes, fornecedores e profissionais de atendimento foram adotados. Até o Ministério do Turismo contribuiu com a emissão do Selo de Turismo Responsável.

Procedimentos no cadastro de participantes, patrocinadores e terceiros para rastrear em caso de contaminação foram intensificados pelos organizadores, promotores e fornecedores de eventos. Montadoras investiram em equipamentos para descontaminação e redesenharam plantas baixas para dar amplitude aos ambientes. Pavilhões e centros de eventos flexibilizaram as negociações para mudanças de datas, muitas vezes sem ônus, com intuito de contribuir para que os eventos não fossem cancelados, mas sim adiados. Ou seja, o setor de eventos se uniu!

O segmento MICE (Meetings (Encontros), Incentives (Incentivos), Conferences (Conferências) e Exhibitions (Feiras) não consegue entender a diferenciação que o Governo do Estado do Paraná e algumas Prefeituras deste estado fazem entre os congressos técnicos científicos, feiras de varejo, feiras técnicas e eventos corporativos com os shoppings centers, por exemplo.

Como citado anteriormente, o segmento MICE é muito mais rigoroso na rastreabilidade do que shoppings centers, mas está proibido através de decretos.

Todo o setor de eventos não pode e não quer permanecer parado, sem trabalhar, sem gerar receita, emprego e deixar legado, ficando assistindo à incansável atuação dos profissionais de saúde.

O segmento MICE tem total condições de retornar já a partir de 01 de março de 2021 em todo o Paraná, da mesma forma que as aulas presenciais, que estão previstas para iniciarem em 18 de fevereiro de 2021, conforme decreto publicado em 20 de janeiro de 2021.

O segmento MICE precisa de apoio e quer ser envolvido nas decisões para contribuir para o retorno consciente dos eventos no Estado do Paraná.

Equidade, sempre!

*Fabio Skraba, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Eventos – Regional Paraná

Fonte: http://www.panoramadoturismo.com.br/destaques/equidade-sempre