Cinco tendências do segmento de Mice para 2017

[Por Panrotas, 01/11/16] O próximo ano começa a aparecer no horizonte e já é possível ver um pouco do mercado de eventos e conferências no mundo todo. Crise forçando mudanças em balanças comerciais – e que, por sua vez, influenciam importações e exportações -, introdução de novas tecnologias e grandes fusões na hotelaria são alguns dos fatores que devem influenciar o segmento de Mice.

Segundo um estudo da Carlson Wagonlit Travel Meetings & Events, o momento é de batalhar valor para o orçamento e reduzir custos por participante, já que em 2017 o crescimento do PIB mundial será sensivelmente menor em 2017, apesar do avanço em certos mercados-chave, como no Oriente Médio e Ásia.

Enquanto Canadá e Estados Unidos tendem a uma alta nas aquisições para promoção de eventos, já que há uma maior capacidade em hotéis, o custo dos eventos deve aumentar na região da Ásia e Pacífico por conta do incremento no tamanho dos grupos em cerca de 25%. Na Europa, com a continuidade da crise, empresas disponibilizam menos orçamento e hotéis midscale podem se beneficiar mais.

Já no Brasil, tarifas de hotéis podem diminuir nos grandes centros devido à capacidade aumentada com a Copa do Mundo de 2014 e os recentes empreendimentos inaugurados no Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos 2016.

Para previsão de crescimento ou queda, os principais mercados de Mice do mundo devem ser influenciados pelas seguintes tendências:

 

ALIMENTOS E BEBIDAS

A&B podem ter viés de alta com o ajuste do preço de algumas commodities, bem como ajustes nos custos de produção e mudanças no arranjo importação-exportação.

 

MUDANÇA NO MENU

A tendência de alta em alimentos e bebidas leva ao aparecimento de menus mais consolidados, que direcionam ao consumo de alimentos e bebidas específicos da cozinha no intuito de gerar economia. Parte dos savings tende a ser repassada aos buyers dos eventos.

Paralelamente, o visitante está mais exigente quanto aos petiscos e refeições com dietas mais restritas, elaboradas e ricas em fibras. O estudo sugere que as vendas dos alimentos ricos em carboidratos, como as massas, caiam por conta da maior procura por alimentos com menos “carbo”.

 

SEGURANÇA

Mais do que monitorar os participantes de eventos que se deslocam por avião, os profissionais de eventos estão mais cientes da importância de assegurar a segurança dos participantes como um todo. “Os buyers devem ter certeza de que estão se esforçando para expandir o monitoramento para além do relatório do aéreo.” Além do rastreamento tradicional de viajantes aéreos, há tendência na inclusão de depoimentos de todos os participantes de eventos para evitar imprevistos e incrementar a margem de acerto na tomada de decisões de emergência.

 

PARTICIPAÇÃO VIRTUAL

Localização geográfica não é mais motivo de exclusão. Acompanhar eventos a distância é tendência em 2017. Segundo o estudo, a oferta de acompanhamento por redes sociais contribui para a valorização e engrandecimento do evento.

 

ECONOMIA COMPARTILHADA

Apesar dos esforços do setor hoteleiro, a presença da economia compartilhada deve manter a expansão na área de eventos. O estudo destacou o app Spacebase, que localiza espaços alternativos para eventos. Apesar de promotores de eventos chegarem a economizar 40% com os locais adaptados, críticos apontam a falta de espaços próprios à acomodação de participantes como limites da sharing economy, e mesmo do cuidado com o cliente, já que locais adaptados podem não oferecer a mesma segurança que um lugar próprio.

Deixe uma resposta